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quarta-feira, 11 de dezembro de 2019

QUESTÕES SOBRE MADAME BOVARY, O PRIMO BASÍLIO E O CRIME DO PADRE AMARO

QUESTÕES SOBRE MADAME BOVARY, O PRIMO BASÍLIO E O CRIME DO PADRE AMARO

                                           

1.(L.P.Truques e Táticas) São características do Realismo, exceto:

(A)  Personagens semelhantes ao homem comum: insere-se na literatura a importância da análise psicológica das personagens, refletindo melhor a verdade.

(B)  Interpretação da vida através da análise do concreto: é a ciência norteando o conhecimento; só conhecemos aquilo que observamos e experimentamos.

(C)  Objetivismo: aparece como negação do subjetivismo romântico e nos mostra o homem voltado para aquilo que está diante e fora dele.

(D)  Retratação do passado distante, preferência por paisagens noturnas e melancólicas

(E)    O Realismo apresenta os seguintes aspectos: combate ao Romantismo, o resgate do objetivismo na literatura e contemporaneidade.

2.(L.P.Truques e Táticas) Sobre o Contexto histórico do Realismo na Europa é incorreto afirmar que

(A)  é o período da segunda fase da Revolução Industrial, o que causa  uma mudança radical na sociedade

(B)  o cientificismo, ou seja, a análise científica, para ser o ponto de partida para o desenvolvimento e o progresso.

(C)  há o desenvolvimento de importantes teorias para o mundo moderno, entre elas o Positivismo de Augusto Comte, a Evolução das Espécies, de Charles Darwin,

(D)  a radicalização do movimento operário se deu a partir do Socialismo de Karl Marx.

(E)   Nesse período, não só a ciência como também a filosofia são usadas para explicar a realidade.

3.(L.P.Truques e Táticas) O Crime do Padre Amaro escrita pelo autor Eça de Queiroz no ano de 1875, introduz em Portugal o Realismo-naturalismo. Nessa obra o autor

I.  denuncia hipocrisia burguesa religiosa a partir de uma análise minuciosa, social e psicológica, de suas personagens, principalmente de Amaro.

II. Denuncia uma sociedade que estava em crise e desvela o silêncio próprio da época para inaugurar uma discussão que até hoje se faz pertinente, o celibato clerical.

III. critica o pseudomoralismo existente na igreja católica, além de denunciar a hipocrisia da sociedade portuguesa.

IV. mostra a fragilidade de Amaro, já que não consegue manter diante da sociedade sua máscara social de padre, deixando claro na obra a impossibilidade de conciliar uma vida religiosa e amorosa diante de uma sociedade que se deixa conduzir pela moral e pela fé.

          Está correto o que se afirma em

(A)  I,II e IV

(B)  II,III e IV

(C)  I,II e III

(D)  I, III e IV

(E)   Apenas II e III

4(L.P.Truques e Táticas) Sobre A OBRA O Crime do padre Amaro é incorreto o que se afirma em:

(A) É uma obra profundamente enraizada no seu tempo e, simultaneamente, repleta de elementos atemporais.

 (B) Verossimilhança e crítica social são traços marcantes nessa obra. Essas características    mostram um autor preocupado em revelar uma sociedade em crise.

(C) O título da obra direciona o leitor apenas para a quebra do voto de castidade de Amaro, deixando assuntos importantes para a compreensão do enredo em segundo plano.

(D) Há nessa obra um combate ao idealismo romântico que se estabelecia até então, em prol de uma visão mais crítica da sociedade.

(E) Amaro, personagem central da obra, apesar de ser um homem religioso, não era padre por vocação. Essa é uma das causas que o faz transgredir a regra do celibato.

5.Leia o seguinte trecho: 

O seu amor era pois uma infração canônica, não um pecado da alma: podia desagradar ao senhor chantre, não a Deus; seria legitimo num sacerdócio de regra mais humana. Lembrava-se de se fazer protestante: mas onde, como? 

Fica claro neste trecho que a escolha religiosa de Amaro é resultado de, exceto: 



a) uma vocação verdadeira e pessoal 

b) uma imposição social 

c) uma imposição familiar 

d) uma fuga 

e) uma oportunidade lucrativa 





Questão 6

  (L.P.Truques e Táticas) Quando Jorge precisa viajar por motivos profissionais, alerta Sebastião, seu melhor amigo e quase vizinho, que zele por Luísa, considerada por ambos como frágil e ingênua. Essa visão que ambos têm de Luísa se confirma na obra? Comente considerando toda a trajetória desse personagem no decorrer da obra O primo Basílio. (valor da questão 2,0 )









7.( L.P.Truques e Táticas) Leia o trecho a seguir da obra O primo Basílio de Eça de Queirós

“– Eu, Conselheiro? De modo nenhum. Sou pela morte. Sou inteiramente pela morte. E exijo que a mates, Ernestinho! D. Felicidade acudiu, toda bondosa:

  Deixe falar, Sr. Ledesma. Está a brincar. E ele então que é um coração de anjo!

Está enganada, D. Felicidade disse Jorge, de pé diante dela. Falo sério e sou uma fera! Se enganou o marido, sou pela morte. No abismo, na sala, na rua, mas que a mate. Posso lá consentir que, num caso desses, um primo meu, uma pessoa da minha família, do meu sangue, ponha a perdoar como um lamecha! Não! Mata-a! É um princípio de família. Mata-a quanto antes.

O trecho acima

(A)  Aponta para o final trágico de Luísa, pois sua vida teria um desfecho semelhante ao da peça escrita por Ernestinho.

(B)  Mostra que Jorge tem uma opinião formada sobre o destino da mulher adúltera e no desfecho do enredo ele se mantém fiel ao que acredita, pois valoriza a fidelidade como um princípio de família.

(C)   E ele então que é um coração de anjo! Nesse momento D. Felicidade usa uma metáfora com a intenção de fazer uma ironia a Jorge, pois sabe que ele é um homem traído.

(D)  As ideias defendidas por Jorge nesse trecho são coerentes com a forma como o casamento foi apresentado no enredo da obra e a postura defendida por ele no desfecho, pois é nítida a crítica ao moralismo e a hipocrisia das relações, sobretudo em torno de instituições como o casamento.

(E)   Nesse momento da narrativa, Jorge foi hipócrita, pois o que ele fala em relação a fidelidade no casamento não é o que ele verdadeiramente defende

Leia o trecho abaixo para responder às questões 8 e 9

A senhora bem sabe que se eu guardei as cartas, para alguma coisa era! Queria pedir ao primo da senhora que me ajudasse! Estou cansada de trabalhar, e quero meu descanso. Não ia fazer escândalo; o que desejava é que ele me ajudasse Mandei ao hotel esta tarde O primo da senhora tinha desarvorado! Tinha ido para o lado dos Olivais, para o inferno! E o criado ia à noite com as malas. Mas a senhora pensa que me logram? E retomada pela sua cólera, batendo com o punho furiosamente na mesa:

  Raios me partam, se não houver uma desgraça nesta casa, que há de ser falada em Portugal!

Quanto quer você pelas cartas, sua ladra? disse Luísa, erguendo-se direita, diante dela. Juliana ficou um momento interdita.

A senhora me dá seiscentos mil-réis, ou eu não largo os papéis! respondeu, empertigando-se.

Seiscentos mil-réis! Onde quer você que eu vá buscar seiscentos mil-réis?

  Ao inferno! gritou Juliana. Ou me dá seiscentos mil réis, ou tão certo como eu estar aqui, seu marido há de ler as cartas.

[…]

 Juliana ia se exaltando com a mesma violência de sua voz. E as lembranças das fadigas, das humilhações, vinham atear-lhe a raiva, como achas numa fogueira.

QUEIRÓS, Eça de. O primo Basílio. São Paulo: Ática, 2015. p. 219-220

O trecho apresenta uma fala de Juliana, personagem que:

a) se diferencia de todos os outros personagens, pois é a única pessoa que tem boas intenções.

b) desafia o padrão maniqueísta em que se apresentam os demais personagens, já que, apesar de roubar Luísa, é muito generosa.

c) representa o ponto de vista das classes exploradas que procuram soluções individuais, e não coletivas, para se livrarem da opressão.

d) apresenta o ódio e a inveja como molas propulsoras da revolução social, já que ela defende os interesses de outras empregadas domésticas.

e) personifica a crítica às empregadas domésticas, vistas como seres inferiores e pérfidos, que se aproveitam da intimidade doméstica para destruir a vida dos patrões.



Sobre o conflito apresentado no diálogo transcrito, assinale a alternativa correta:

a) Juliana é forte propulsora do enredo do romance, já que é a partir do roubo das cartas que se estabelece o conflito principal da narrativa.

b) A partir deste diálogo, o conflito aumenta em uma tensão crescente que culmina no crime em que Luísa matará Juliana ao final do romance.

c) O diálogo revela a existência de um conflito doméstico que não apresenta qualquer relação com o contexto social da época.

d) O trecho apresenta o momento em que o conflito entre Luísa e Juliana começa, uma vez que, antes do roubo das cartas, elas eram amigas.

e) As reações de Luísa e Juliana revelam a empatia do autor com a primeira, representando-a como vítima das crueldades da empregada



10(L.P.Truques e Táticas) Leia o trecho abaixo da obra Madame Bovary, do francês Gustave Flaubert.

Mas Charles não tinha nenhuma ambição! Um médico de Yvetot, com quem tivera ultimamente uma conferência, chegara mesmo a humilhá-lo, à própria cabeceira do doente, diante da família reunida. Quando Charles lhe contou, à noite, o sucedido, Emma levantou a voz, furiosa contra o colega do marido. Charles enterneceu-se. Beijou-a na testa, com uma lágrima. Mas ela estava exasperada de vergonha e tinha ganas de Lhe bater; foi abrir a janela do corredor e respirar o ar fresco para se acalmar.

- Que pobre homem! Que pobre homem! - dizia ela em voz baixa, mordendo os lábios.

Sentia-se, além disso, mais irritada com ele. Com a idade, Charles ia adquirindo certos hábitos grosseiros; à sobremesa entretinha-se a cortar as rolhas das garrafas vazias; depois de comer passava a língua sobre os dentes; quando comia a sopa, fazia barulho de cada vez que engolia e, como tivesse começado a engordar, os olhos, já de si pequenos, pareciam subir-lhe para a testa, empurrados pelas bochechas.

FLAUBERT, Gustave. Madame Bovary. São Paulo: Abril Cultural, 1970. 

No trecho em destaque, o uso do adjetivo pobre revela que Emma sente em relação  a  Charles

(A)  compaixão pela forma como Charles foi tratado pelo médico de Yvetot

(B)  frustação  por ele não ter revidado à humilhação, além disso, ela o achava medíocre e sem ambição

(C)  revolta por ele ter sido humilhado injustamente

(D)  encantamento pela forma como ele reagiu à humilhação, calmo, sem revolta.

(E)   Indiferença, pois o episódio contado por Charles apenas confirmou a ideia de que ele era um homem vencido pelo comodismo

11(L.P.Truques e Táticas) Ainda no mesmo trecho é possível notar que

(A)    A vida conjugal de Charles e Emma é apresentada sem idealizações, como evidencia o olhar desencantado da esposa em relação ao marido.

(B)  Emma parece aos poucos conformar-se com a vida ao lado de Charles, embora ele se mostre fraco e sem ambição.

(C)  Emma vê a falta de ambição de Charles como algo positivo, capaz de torna-lo bem diferente do médico de Yvetot

(D)  O tema do casamento recebe um tratamento semelhante ao que recebera nos romances românticos, isso fica claro na forma como Emma defende o marido depois dele ter sido humilhado.

(E)   Embora Charles apresentasse alguns comportamentos que não agradavam a Emma, seu caráter elevado suavizava seus os hábitos grosseiros.

sábado, 23 de novembro de 2019

ROMANTISMO NA PROSA- PROVA COM GABARITO



1. Os romances que compõem a trilogia indianista de José de Alencar são:

a. O Gaúcho, Ubirajara e Iracema

b.  O Guarani, Ubirajara e Iracema

c. O Sertanejo, Ubirajara e Iracema

d. A moreninha, O Gaúcho e O Guarani

e. Til, Iracema e O Guarani

2.   No romance O Guarani, Ceci decide permanecer na selva com Peri.  A decisão de  Ceci traduz:

a. A capacidade de renúncia da mulher que, por amor, submete-se a intensos sacrifícios.

b. A impossibilidade de Peri habitar a cidade, entre os civilizados.
c. o entrelaçamento da civilização branca  e da cultura natural indígena.
d. o reconhecimento de que o ambiente natural é o espaço perfeito para a realização amorosos

e. Intensa preocupação de Ceci coma cultura indígena

3(USP) O índio, em alguns romances de José de Alencar, como Iracema e Ubirajara, é:

  1. retratado com objetividade, numa perspectiva rigorosa e científica.
  2. idealizado sobre o pano de fundo da natureza, da qual é o grande herói.
  3. pretexto episódico para descrição da natureza.
  4. visto com o desprezo do branco preconceituoso, que o considera inferior.
  5. representado como um primitivo feroz e de maus instintos.
    4. Em uma de suas obras mais importantes, José de Alencar apresenta através do nascimento de uma criança, uma visão lírica da miscigenação no Brasil. Trata-se do romance:
    a.  Ubirajara
    b. Iracema
    c. O Sertanejo
    d. Senhora
    e. Lucíola
    5.(L.P.TRUQUES e Táticas)“Uma mulher como eu não se pertence; é uma coisa pública, um carro de praça, que não pode recusar quem chega”.  Esse trecho é parte da fala de um dos personagens marcantes de José de Alencar. Trata-se de :

  1. Lúcia
  2. Aurelia Camargo
  3. Emília
  4. Cecília
  5. Iracema

6. Sobre o romance Senhora de José de Alencar está incorreta a alternativa

a. O conflito amoroso entre os protagonistas nasce do choque entre os sentimentos e o interesse econômico.

 b. O conflito entre os protagonistas gera momentos de grande emoção e sofrimento. É desse embate entre o desejo de vingança e o desejo de amar em plenitude que nasce o enredo

c. A idealização das personagens reflete o universo romântico presente na obra. O desenlace configura, por si só, a vitória do Romantismo em Alencar sobre a possibilidade realista.

d. Aurélia Camargo é uma mulher de personalidade forte, carregada de sentimentalismo romântico. Porém a incapacidade de perdoar dá a essa obra características realistas

e. Essa obra compõe a trilogia urbana de Alencar na qual o autor destaca perfis de mulher



7. Leia o trecho a seguir

Nunca lhe sucedeu, passeando em nossos campos, admirar algumas das brilhantes parasitas que pendem dos ramos das árvores, abrindo ao sol a rubra corola? (Lucíola, p. 250)



Explique a metáfora brilhantes parasitas, considerando a visão do narrador-personagem sobre a  protagonista.











8.( ITA) O romance Senhora (1875) é uma das obras mais representativas da ficção de José de Alencar. Nesse livro, encontramos a formulação do ideal do amor romântico: o amor verdadeiro e absoluto, quando pode se realizar, leva ao casamento feliz e indissolúvel. Isso se confirma, nessa obra, pelo fato de:

a) o par romântico central — Aurélia e Seixas — se casar no início do romance, pois se apaixonam assim que se conhecem.
b) o amor de Aurélia e Seixas surgir imediatamente no primeiro encontro e permanecer intenso até o fim do livro, quando o casal se une efetivamente.
c) o casal Aurélia e Seixas precisar vencer os preconceitos socioeconômicos para se casar, pois ela é pobre e ele é rico.
d) a união efetiva só se realizar no final da obra, após a recuperação moral de Seixas, que o torna digno do amor de Aurélia.
e) o enriquecimento repentino de Aurélia possibilitar que ela se case com Seixas, fatos que são expostos logo no início do livro.


9. (UFOP) Em relação a Lucíola, de José de Alencar, assinale a alternativa incorreta.

(A) A obra apresenta muito adequadamente o tema da prostituta regenerada, bem ao gosto do Romantismo.
(B) O narrador tem, além dos leitores da obra, explicitamente uma interlocutora como personagem-leitora.
(C) A narrativa se constrói em dois tempos muito bem marcados: o da vivência e o da narração da vivência.
(D) A aparição de Maria da Glória resolve todos os problemas da personagem Lúcia, porque aponta o caminho da expiação da culpa, construindo um final feliz para a narrativa.
(E) A presença de muitos paradoxos românticos (virtude x vício, alma x corpo, amor x prazer, ingenuidade x devassidão, família x prostituição) é possível perceber nesse romance.


10. (UFOP) Assinale a alternativa incorreta a respeito de Lucíola, de José de Alencar.

(A) É Paulo – como protagonista – simultaneamente agente da narração e objeto da narrativa.
(B) É um romance que apresenta uma pluralidade de olhares narrativos, principalmente na caracterização da personagem Lúcia.
(C) É um romance que traz uma visão alienada da sociedade urbana do Rio de Janeiro, por focalizar unicamente o drama individual da protagonista.
(D) É através do distanciamento temporal que a narrativa se torna possível, pois a narração é ativada pela memória.
(E) É a protagonista construída em dualidade, uma vez que, dissociando corpo e alma, ela também tem dois nomes, duas casas, dois estilos de vida.

11. Assinale a opção correta com relação à obra “Memórias de um Sargento de Milícias”, de Manuel Antônio de Almeida:

a) O livro trata da história de um amor impossível passada no século XIX.

b) A história é contada numa linguagem popular da mesma maneira como foram escritas outras obras da época.

c) O livro trata das peripécias do protagonista, personagem cômico, pobre e sem nobreza de caráter.

d) A história se passa num ambiente rural, tal como a história de O SERTANEJO, de José de Alencar.

e) A história é contada numa linguagem que segue os padrões clássicos da época.

12. Das alternativas abaixo, indique a que CONTRARIA as características mais significativas do romance “Memórias de um Sargento de Milícias”, de Manuel Antônio de Almeida.

a) Romance de costumes que descreve a vida da coletividade urbana do Rio de Janeiro, na época de D. João VI.

b) Narrativa de malandragem, já que Leonardo, personagem principal, encarna o tipo do malandro amoral que vive o presente, sem qualquer preocupação com o futuro.

c) Livro que se liga aos romances de aventura, marcado por intenção crítica contra a hipocrisia,  a injustiça e a corrupção social.

d) Obra considerada de transição para um novo estilo de época, ou seja, o Realismo/Naturalismo.

e) Romance histórico que pretende narrar fatos de tonalidade heroica da vida brasileira, como os vividos pelo Major Vidigal, ambientados no tempo do rei.

13.Leia o texto abaixo, extraído do romance “Memórias de um Sargento de Milícias”, de Manuel Antônio de Almeida.

“Desta vez porém Luizinha e Leonardo, não é dizer que vieram de braço, como este último tinha querido quando foram para o Campo, foram mais adiante do que isso, vieram de mãos dadas muito familiar e ingenuamente. E INGENUAMENTE não sabemos se se poderá aplicar com razão ao Leonardo”.

Considere as afirmações abaixo sobre o comentário feito em relação à palavra INGENUAMENTE na última frase do texto.

I – O narrador aponta para a ingenuidade da personagem frente à vida e às experiências desconhecidas do primeiro amor.

II – O narrador, por saber quem é Leonardo, põe em dúvida o caráter da personagem e as suas intenções.

III – O narrador acentua o tom irônico que caracteriza o romance.

Quais estão corretas?

a)Apenas I.          b) Apenas II.       c) Apenas III.       d) Apenas II e III.         e) I, II e III.

14 .(PUC-SP) No romance “Memórias de um sargento de milícias”, considerado como um todo, há uma forte caracterização dos tipos populares entre os quais destaca-se a figura de Leonardo filho. Indique a alternativa que contém dados que caracterizam essa personagem.

a) Narrador das peripécias relatadas em forma de memórias, conforme vem sugerido no título do livro, torna-se exemplo de ascensão das camadas sociais menos privilegiadas.

b) Anti-herói, malandro e oportunista, espécie de pícaro pela bastardia e ausência de uma linha ética de conduta.

c) Herói de um romance sem culpa representa as camadas populares privilegiadas dentro do mundo da ordem.

d) Representante típico da fina flor da malandragem, ajeita-se na vida, porque protegido do Vidigal, permanece imune às sanções sociais e em momento algum é recolhido à cadeia.

e) Herói às avessas que incorpora a exclusão social, porque, não tendo recebido amparo de nenhuma espécie, não alcança a patente das milícias e se priva de qualquer tipo de herança.

15. O amor verdadeiro redime a mulher de seu orgulho e o homem de seu interesse. Esse comentário faz referência  aos personagens:

 a. Cecília e Peri   

 b. Aurélia e Fernando Seixas   

 c. Iracema e Martim   

 d. Lúcia e Paulo  

 e. Adelaide e Fernando Seixas




















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