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sábado, 4 de dezembro de 2021

CONTO A ESCRAVA DE MARIA FIRMINA DOS REIS

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segunda-feira, 29 de novembro de 2021

QUESTÕES SOBRE AS OBRAS O QUINZE, ANGÚSTIA E CAPITÃES DA AREIA - ROMANCE DE 30

 

 

MATERIAL DE APOIO PARA AS QUESTÕES 1,2 e 3


1.                (L.P.Truques e Táticas) O trecho a seguir da obra O quinze de Rachel de Queiroz mostra Conceição no “Campo de concentração”

Conceição atravessava muito depressa o “Campo de concentração”. Às vezes, uma voz atalhava:

- Dona, uma esmolinha...

Ela tirava um níquel da bolsa e passava adiante, em passo ligeiro, fugindo da promiscuidade e do mal cheiro do acampamento.

Que custo, atravessar aquele atravancamento de gente imunda, de latas velhas, de trapos sujos!

Nesse fragmento da obra, é possível inferir que a crítica da autora se refere, principalmente

(A)  Às consequências da seca na vida dos retirantes;

(B)   À forma como Conceição, professora, fugia dos retirantes;

(C)  À falta de assistência digna por parte das autoridades aos retirantes;

(D)  À falta de disposição dos retirantes, já que se contentavam em pedir esmolas;

(E)   À dificuldade de Conceição em atravessar o “Campo de concentração”

 

2.No trecho: “...E lembrara-se de ter achado graça ao ver, na procuração que enviara, o seu nome junto ao de Vicente, num papel sério, eclesiástico, em que eles se tratavam mutuamente por nós, bem expresso na fórmula final: “reservando para nós o parentesco espiritual”… Conceição gostara daquele nós de bom agouro, que simbolizava suas mãos juntas, unidas, colocadas protetoramente, pela autoridade da Igreja, sobre a cabeça do neófito”... Essa passagem sugere

(A)  ausência de Conceição no batizado de seu afilhado, pois já estava na cidade.

(B)  um desejo velado de Conceição de ter um relacionamento amoroso com Vicente.

(C) a vontade de Conceição de batizar o filho de Chico Bento com Cordulina.

(D) a lembrança dos tempos em que vivera no sertão.

(E) a saudade que Conceição sentia de Vicente.

 

3(L.P.Truques e Táticas) A obra O quinze de Rachel de Queiroz pertence a fase modernista em que predomina uma literatura de denúncia. Nesse sentido, convém afirmar que nesse romance a crítica da autora se propõe a denunciar

(A)  a situação degradante da vida dos retirantes causada por fatores climáticos, sociais e econômicos;

(B)   somente as consequências da seca na vida da população que vive em situação de pobreza;

(C)  somente os efeitos da seca de 1915, que marcou a infância da autora;

(D)  a crueldade dos proprietários de terra por não acolher seus trabalhadores no período da seca;

(E)   principalmente a precariedade do “Campo de concentração”, local onde os retirantes eram recebidos.

MATERIAL DE APOIO PARA AS QUESTÕES DE 4 a 8



4. (L.P.Truques e Táticas) Leia o trecho da obra Angústia de Graciliano Ramos

“Impossível trabalhar. Dão-me um ofício, um relatório, para datilografar, na repartição. Até dez linhas vou bem. Daí em diante a cara balofa de Julião Tavares aparece em cima do original, e os meus dedos encontram no teclado uma resistência mole de carne gorda. E lá vem o erro. Tento vencer a obsessão, capricho em não usar a borracha. Concluo o trabalho, mas a resma de papel fica muito reduzida.”

No trecho acima a oração mas a resma de papel fica muito reduzida além de mostrar uma contraposição em relação à oração anterior, revela

A)    a preocupação de Luís da Silva com o relatório;

B)     a escassez de material para a realização do seu trabalho;

C)    um personagem em desequilíbrio, atormentado pelos próprios pensamentos ;

D)    a incapacidade de Luís da Silva para exercer o cargo de escritor;

E)     que o erro ao datilografar o relatório é resultado do descontentamento em relação ao trabalho.

5.(L.P.Truques e Táticas) Luís da Silva, narrador personagem da obra Angústia de Graciliano Ramos, mostra-se em todo o enredo um ser atormentado, descontente com a própria vida. Não faz parte dos conflitos psicológicos vividos por esse narrador

A)    as lembranças da infância na companhia do pai;

B)     a sua situação  financeira e o espaço onde vive;

C)    os seus sentimentos por Marina;

D)    Julião Tavares e seu relacionamento com Marina;

E)     O arrependimento por não ter chorado pela morte do pai

6. (L.P.Truques e Táticas) Se pudesse, abandonaria tudo e recomeçaria as minhas viagens. Esta vida monótona, agarrada à banca das nove horas ao meio-dia e das duas às cinco, é estúpida. Vida de sururu. Estúpida. Quando a repartição se fecha, arrasto-me até o relógio oficial, meto-me no primeiro bonde de Ponta-da-Terra.

Considerando o perfil psicológico de Luís da Silva, explique o uso da expressão metafórica “vida de sururu”, usada por ele no trecho acima.

 

 

 

 

 

 

7 . (L.P.Truques e Táticas) Comente sobre os fatores que contribuíram para O desfecho trágico de Julião Tavares, considerando tanto o seu comportamento, como também a personalidade de Luís da Silva.

 

 

 

 

 

 

8. (L.P.Truques e Táticas) Leia o fragmento a seguir.

“O narrador não chorou pela morte do pai, mas caiu em lágrimas quando Rosenda lhe trouxe uma xícara de café. ”

O que se pode inferir a respeito do trecho acima, considerando a trajetória de Luís da Silva, narrador da obra Angústia de Graciliano Ramos?

 

 

 

 

 MATERIAL DE APOIO PARA AS QUESTÕES 9 e 10



9. (L.P.Truques e Táticas) Sobre o narrador da obra Capitães da areia de Jorge Amado é correto afirmar que

(A) ele se mostra imparcial, pois narra a trajetória dos capitães de forma objetiva;

(B) assim como os personagens, usa a linguagem popular. Isso o aproxima dos capitães;

(C) ele se mostra sensível à forma como vivem os capitães, tentando justificar suas ações em vários momentos;

(D) o narrador é também personagem, o que contribui para uma descrição detalhada de todas as ações do grupo;

(E O discurso do narrador durante toda a narrativa se concentra mais na descrição das ruas de Salvador que nas ações dos capitães.

 

10. (L.P.Truques e Táticas) O romance Capitães da areia de Jorge Amado aborda uma crítica social sem perder o tom poético. Dessa forma, observa-se o uso de várias figuras de linguagem em muitos trechos da obra.  Em todos os trechos abaixo há algum tipo desses recursos de expressão, EXCETO:

 

(A) O rosto sombrio de Volta Seca se iluminou. Sua boca apertada se abria num sorriso.

(B) Levava o jornal para cortar o retrato de Lampião. Dentro dele ia uma alegria de primavera.

(C) Pedro Bala se joga n’água. Não pode ficar no trapiche, entre os soluços e as lamentações

(D) Pobre não pode dançar, não pode cantar pra seu deus, não pode pedir uma graça a seu deus – sua voz era amarga, uma voz que não parecia da mãe-de-santo Don'Aninha. 

(E) Primeiro ele ficou parado, depois deitou a correr no areal e ia como se os ventos o açoitassem...

 

 

 

 

 

quinta-feira, 21 de outubro de 2021

QUESTÕES SOBRE MADAME BOVARY E O PRIMO BASÍLIO

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1.(L.P.Truques e Táticas) São características do Realismo, exceto:

(A)  Personagens semelhantes ao homem comum: insere-se na literatura a importância da análise psicológica das personagens, refletindo melhor a verdade.

(B)  Interpretação da vida através da análise do concreto: é a ciência norteando o conhecimento; só conhecemos aquilo que observamos e experimentamos.

(C)  Objetivismo: aparece como negação do subjetivismo romântico e nos mostra o homem voltado para aquilo que está diante e fora dele.

(D)  Retratação do passado distante, preferência por paisagens noturnas e melancólicas

(E)    O Realismo apresenta os seguintes aspectos: combate ao Romantismo, o resgate do objetivismo na literatura e contemporaneidade.

 

2(L.P.Truques e Táticas) Leia o trecho abaixo da obra Madame Bovary, do francês Gustave Flaubert.

 

Mas Charles não tinha nenhuma ambição! Um médico de Yvetot, com quem tivera ultimamente uma conferência, chegara mesmo a humilhá-lo, à própria cabeceira do doente, diante da família reunida. Quando Charles lhe contou, à noite, o sucedido, Emma levantou a voz, furiosa contra o colega do marido. Charles enterneceu-se. Beijou-a na testa, com uma lágrima. Mas ela estava exasperada de vergonha e tinha ganas de Lhe bater; foi abrir a janela do corredor e respirar o ar fresco para se acalmar.

 

- Que pobre homem! Que pobre homem! - dizia ela em voz baixa, mordendo os lábios.

 

Sentia-se, além disso, mais irritada com ele. Com a idade, Charles ia adquirindo certos hábitos grosseiros; à sobremesa entretinha-se a cortar as rolhas das garrafas vazias; depois de comer passava a língua sobre os dentes; quando comia a sopa, fazia barulho de cada vez que engolia e, como tivesse começado a engordar, os olhos, já de si pequenos, pareciam subir-lhe para a testa, empurrados pelas bochechas.

FLAUBERT, Gustave. Madame Bovary. São Paulo: Abril Cultural, 1970. 

 

No trecho em destaque, o uso do adjetivo pobre revela que Emma sente em relação  a  Charles

 

(A)  compaixão pela forma como Charles foi tratado pelo médico de Yvetot

(B)  frustação  por ele não ter revidado à humilhação, além disso, ela o achava medíocre e sem ambição

(C)  revolta por ele ter sido humilhado injustamente

(D)  encantamento pela forma como ele reagiu à humilhação, calmo, sem revolta.

(E)   Indiferença, pois o episódio contado por Charles apenas confirmou a ideia de que ele era um homem vencido pelo comodismo

 

3.(L.P.Truques e Táticas) Ainda no mesmo trecho é possível notar que

 (A)    A vida conjugal de Charles e Emma é apresentada sem idealizações, como evidencia o olhar desencantado da esposa em relação ao marido.

(B)  Emma parece aos poucos conformar-se com a vida ao lado de Charles, embora ele se mostre fraco e sem ambição.

 

 

(C)  Emma vê a falta de ambição de Charles como algo positivo, capaz de torna-lo bem diferente do médico de Yvetot

(D)  O tema do casamento recebe um tratamento semelhante ao que recebera nos romances românticos, isso fica claro na forma como Emma defende o marido depois dele ter sido humilhado.

(E)   Embora Charles apresentasse alguns comportamentos que não agradavam a Emma, seu caráter elevado suavizava seus os hábitos grosseiros.

 

4..(L.P.Truques e Táticas) Os fragmentos a seguir pertencem as obras Madame Bovary de Gustave Flaubert e o Primo Basílio de Eça de Queirós.

 

Era a primeira vez que Emma ouvia tais coisas; e seu orgulho, como quem repousasse numa estufa, se espreguiçava molemente e todo inteiro ao calor daquela linguagem.

FLAUBERT. Gustave. Madame Bovary.

 

          E Luísa tinha suspirado, tinha beijado o papel devotamente! Era a primeira vez que lhe escreviam aquelas sentimentalidades, e o seu orgulho dilatava-se ao calor amoroso que saía delas, como um corpo ressequido que se estira num banho tépido; [...]

QUEIRÓS, Eça de . O primo Basílio

Nos trechos é possível compreender traços da personalidade de Emma e Luísa. Assim podemos concluir que

A.   Ambas são apresentadas como mulheres que se encantam por palavras de amor dita ou escrita;

B.   Emma mostra-se orgulhosa e não se deixa levar por palavras de amor; Luísa mostra toda a sua sensibilidade de mulher romântica;

C.   Ambas, embora tenham predileção pelos livros, não se deixam influenciar pelas narrativas que leem.

D.   Embora as duas personagens pertençam ao Realismo, ambas têm comportamentos que não se enquadram nesse estilo de época;

E.    Ambas são apresentadas como verdadeiras heroínas românticas, entregue a amores de acordo com as convenções da época.

5 .( L.P.Truques e Táticas)No decorrer do enredo da obra Madame Bovary é possível perceber que a trajetória da personagem Emma é marcada, principalmente,  por uma sequência de

A. Idealização, ação e frustração;

B. Tédio, frustação e revolta;

C. Desencanto, resignação e tédio;

D. Encantamento, desencanto e revolta;

E. Frustração, desejo e melancolia

6.( L.P.Truques e Táticas) Leia o trecho a seguir da obra O primo Basílio de Eça de Queirós
“– Eu, Conselheiro? De modo nenhum. Sou pela morte. Sou inteiramente pela morte. E exijo que a mates, Ernestinho! D. Felicidade acudiu, toda bondosa:
 – Deixe falar, Sr. Ledesma. Está a brincar. E ele então que é um coração de anjo!
– Está enganada, D. Felicidade – disse Jorge, de pé diante dela. – Falo sério e sou uma fera! Se enganou o marido, sou pela morte. No abismo, na sala, na rua, mas que a mate. Posso lá consentir que, num caso desses, um primo meu, uma pessoa da minha família, do meu sangue, ponha a perdoar como um lamecha! Não! Mata-a! É um princípio de família. Mata-a quanto antes.”
O trecho acima

 

(A)  Aponta para o final trágico de Luísa, pois sua vida teria um desfecho semelhante ao da peça escrita por Ernestinho.

(B)  Mostra que Jorge tem uma opinião formada sobre o destino da mulher adúltera e no desfecho do enredo ele se mantém fiel ao que acredit’a, pois valoriza a fidelidade como um princípio de família.

(C)   “E ele então que é um coração de anjo! ” Nesse momento D. Felicidade usa uma metáfora com a intenção de fazer uma ironia a Jorge, pois sabe que ele é um homem traído.

(D)  As ideias defendidas por Jorge nesse trecho são coerentes com a forma como o casamento foi apresentado no enredo da obra e a postura defendida por ele no desfecho, pois é nítida a crítica ao moralismo e a hipocrisia das relações, sobretudo em torno de instituições como o casamento.

(E)   Nesse momento da narrativa, Jorge foi hipócrita, pois o que ele fala em relação a fidelidade no casamento não é o que ele verdadeiramente defende.

 

7.( L.P.Truques e Táticas) Leia o trecho a seguir da obra O Primo Basílio de Eça de Queirós.

             A carruagem parou ao pé de uma casa amarelada, com uma portinha pequena. Logo à entrada um cheiro mole e salobre enojou-a. A escada, de degraus gastos, subia ingrememente, apertada entre paredes onde a cal caía, e a umidade fizera nódoas. No patamar da sobreloja, uma janela com um gradeadozinho de arame, parda do pó acumulado, coberta de teias de aranha, coava a luz suja do saguão.  E por trás de uma portinha, ao lado, sentia-se o ranger de um berço, o chorar doloroso de uma criança.

            Mas Basílio desceu logo, com o charuto na boca, dizendo baixo.

            - Tão tarde! Sobe! Pensei que não vinhas. O que foi?

            A escada era tão esguia, que não podiam subir juntos. E Basílio, caminhando adiante, de esguelha:

          - Estou aqui desde a uma hora, filha! Imaginei que te tinhas esquecido da rua...

Empurrou uma cancela, fê-la entrar num quarto pequeno, forrado de papel às listras azuis e brancas.

         Luísa viu logo, ao fundo, uma cama de ferro com uma colcha amarelada, feita de remendos juntos de chitas diferentes; e os lençóis grossos, de um branco encardido e mal lavado, estavam impudicamente entreabertos... 

O fragmento faz parte do primeiro encontro amoroso entre Luísa e Basílio em um quarto alugado. Que elementos desse trecho se contrapõem aos ideais românticos dessa personagem?

 

 

 

 

 

8. .( L.P.Truques e Táticas) Explique, observando o espaço e a quebra das expectativas de Luísa, por que esse trecho se enquadra no Realismo. 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Leia o trecho abaixo para responder às questões 9 e 10

– A senhora bem sabe que se eu guardei as cartas, para alguma coisa era! Queria pedir ao primo da senhora que me ajudasse! Estou cansada de trabalhar, e quero meu descanso. Não

 

 

ia fazer escândalo; o que desejava é que ele me ajudasse… Mandei ao hotel esta tarde… O primo da senhora tinha desarvorado! Tinha ido para o lado dos Olivais, para o inferno! E o criado ia à noite com as malas. Mas a senhora pensa que me logram? – E retomada pela sua cólera, batendo com o punho furiosamente na mesa:
 – Raios me partam, se não houver uma desgraça nesta casa, que há de ser falada em Portugal!
– Quanto quer você pelas cartas, sua ladra? – disse Luísa, erguendo-se direita, diante dela. Juliana ficou um momento interdita.

– A senhora me dá seiscentos mil-réis, ou eu não largo os papéis! – respondeu, empertigando-se.

– Seiscentos mil-réis! Onde quer você que eu vá buscar seiscentos mil-réis?
 – Ao inferno! – gritou Juliana. – Ou me dá seiscentos mil réis, ou tão certo como eu estar aqui, seu marido há de ler as cartas.
[…]
 Juliana ia se exaltando com a mesma violência de sua voz. E as lembranças das fadigas, das humilhações, vinham atear-lhe a raiva, como achas numa fogueira.
                           QUEIRÓS, Eça de. O primo Basílio. São Paulo: Ática, 2015. p. 219-220

O trecho apresenta uma fala de Juliana, personagem que:

 

a) se diferencia de todos os outros personagens, pois é a única pessoa que tem boas intenções.
b) desafia o padrão maniqueísta em que se apresentam os demais personagens, já que, apesar de roubar Luísa, é muito generosa.
c) representa o ponto de vista das classes exploradas que procuram soluções individuais, e não coletivas, para se livrarem da opressão.
d) apresenta o ódio e a inveja como molas propulsoras da revolução social, já que ela defende os interesses de outras empregadas domésticas.
e) personifica a crítica às empregadas domésticas, vistas como seres inferiores e pérfidos, que se aproveitam da intimidade doméstica para destruir a vida dos patrões.


10. Sobre o conflito apresentado no diálogo transcrito, assinale a alternativa correta:

a) Juliana é forte propulsora do enredo do romance, já que é a partir do roubo das cartas que se estabelece o conflito principal da narrativa.
b) A partir deste diálogo, o conflito aumenta em uma tensão crescente que culmina no crime em que Luísa matará Juliana ao final do romance.
c) O diálogo revela a existência de um conflito doméstico que não apresenta qualquer relação com o contexto social da época.
d) O trecho apresenta o momento em que o conflito entre Luísa e Juliana começa, uma vez que, antes do roubo das cartas, elas eram amigas.
e) As reações de Luísa e Juliana revelam a empatia do autor com a primeira, representando-a como vítima das crueldades da empregada

sábado, 16 de outubro de 2021

quinta-feira, 7 de outubro de 2021

QUESTÕES ROMANCE DE 30

 Obras literárias: A  bagaceira, Vidas Secas e São Bernardo

VÍDEOS DE APOIO






1.(L.P.T e Táticas)Observe a obra de arte Retirantes de Portinari e considerando o que você estudou sobre a obra A Bagaceira de José Américo de Almeida, destaque a alternativa correta sobre esse estudo comparativo.

    Cândido   Portinari   ,Retirantes ,1944

 

A)     Ambas retratam a tragédia humana causada por fatores climáticos, sociais e econômicos;

B)    Enquanto a obra Retirantes retrata somente a seca, A Bagaceira mostra a situação de opressão dos brejeiros;

C)    Tanto a obra Retirantes como A Bagaceira retratam a situação de miséria e exclusão causada exclusivamente pela seca;

D)    Tanto a obra Retirantes como A Bagaceira retratam apenas os sertanejos que vivem em situação de opressão nos antigos engenhos;

E)    Enquanto a obra Retirantes mostra a retirada dos sertanejos durante o período de seca, A Bagaceira mostra os privilégios dos brejeiros em relação aos sertanejos.


2.(L.P.Truques e Táticas) A Bagaceira, romance que inaugura a Segunda fase do Modernismo brasileirona prosa, está em sintonia com outras obras do mesmo período já que

A.     Denuncia as principais causas da situação de miséria, opressão e exclusão de grande parte da população;

B.     Mostra as condições do sertanejo que foge da seca sem lutar pela própria sobrevivência;

C.    Mostra o espaço natural afetado não só pelo período de seca como também pelas queimadas;

D.    Faz retomada do Romantismo ao mostrar o sertanejo e o seu local de sobrevivência;

E.     Prioriza a linguagem, o comportamento e o meio de sobrevivência do homem do sertão.

3.(L.P.Truques e Táticas) Na obra A Bagaceira de José Américo de Almeida, a principal causa da insensibilidade dos brejeiros em relação aos retirantes era

    A.  A relação de dependência e exploração em que eles, os brejeiros, viviam;

    B. A disputa pelo apoio do senhor de engenho, o senhor Dagoberto;

    C. As condições físicas precárias dos sertanejos nos períodos de retiradas;

    D. A disputa pelo espaço do engenho na região brejeira;

    E. O comportamento violento e desleal desses retirantes.

4.(L.P.Truques e Táticas) Leia o trecho abaixo.

         Era o êxodo da seca de 1898. Uma ressurreição de cemitérios antigos – esqueletos redivivos, com o aspecto terroso e o fedor das covas podres.

        Os fantasmas estropiados como que iam dançando, de tão trôpegos e trêmulos, num passo arrastado de quem leva as pernas, em vez de ser levado por elas.

          Nesse trecho, as metáforas contribuem para a descrição das condições físicas dos sertanejos. Destaque a alternativa que também apresenta essa figura de linguagem.

A.      Essa diversidade criava grupos sociais que acarretavam os conflitos de sentimentos.

B.     Limitavam-se a fitar os olhos terríveis nos seus ofensores. […]

C.    Não tinham pressa em chegar, porque não sabiam aonde iam.

D.    Expulsos do seu paraíso por espada de fogo

E.     A seca representava a valorização da safra.

5.(L.P.Truques e Táticas)  [...]”Ninguém pergunta a um retirante donde vem nem para onde vai, porque sabe que ele é um homem que foge do seu destino. Foge do fogo pra lama. ”Esse é um trecho da fala da personagem Valentim Pedreira sobre a vida dos sertanejos. Nesse momento ele faz referência à

A. A saída da fazenda do Bondó para o brejo;

B. A vida de miséria a que o sertanejo é submetido;

C. As retiradas no período de seca;

D. A falta de acolhimento no engenho;

E. A situação de opressão dos retirantes no sertão.

 

Trecho da obra Vidas Secas para as questões 6 e 7

O mulungu do bebedouro cobria-se de arribações. Mau sinal, provavelmente o sertão ia pegar fogo. Vinham em bandos, arranchavam-se nas árvores da beira do rio, descansavam, bebiam e, como em redor não havia comida, seguiam viagem para o Sul. O casal agoniado sonhava desgraças. O sol chupava os poços, e aquelas excomungadas levavam o resto da água, queriam matar o gado. (…) Alguns dias antes estava sossegado, preparando látegos, consertando cercas. De repente, um risco no céu, outros riscos, milhares de riscos juntos, nuvens, o medonho rumor de asas a anunciar destruição. Ele já andava meio desconfiado vendo as fontes minguarem. E olhava com desgosto a brancura das manhãs longas e a vermelhidão sinistra das tardes. (…)

6. (L.P.T e Táticas) Nesse momento da narrativa

A) Fabiano e sua família enfrentam pela primeira vez a seca e precisam retirar-se

B) As arribações fazem parte apenas do passado de Fabiano apenas como um mal sinal que o faz lembrar da miséria e da seca

C) O ambiente estava seco porque havia arribações

D) O casal já sofria com os sinais que prenunciavam um longo período de seca

E) A família de Fabiano tinha esperanças de continuar na fazenda por tempo indeterminado.

 

7. (L.P.T e Táticas) A metáfora que sugere a seca encontra-se no seguinte trecho

A )O casal agoniado sonhava desgraças

B) Mau sinal, provavelmente o sertão ia pegar fogo.

C) Ele já andava meio desconfiado vendo as fontes minguarem

D) O mulungu do bebedouro cobria-se de arribações

E)Vinham em bandos, arranchavam-se nas árvores da beira do rio, descansavam, bebiam e, como em redor não havia comida, seguiam viagem para o Sul.


8.(L.P.T e Táticas) Leia o trecho abaixo.

 

 "Agora Fabiano conseguia arranjar as ideias. O que o segurava era a família. Vivia preso como um novilho amarrado ao mourão, suportando ferro quente. Se não fosse isso, um soldado amarelo não lhe pisava o pé não. (...) Tinha aqueles cambões pendurados ao pescoço. Deveria continuar a arrastá-los?."

(Graciliano Ramos. Vidas Secas. São Paulo: Martins, 23.ª ed., 1969, p. 75.)

O trecho acima revela que Fabiano

A)    Considera a família um fardo que o faz prisioneiro;

B)    Pensa na sua vida de miséria e tem consciência que é explorado. Isso o faz sentir-se preso;

C)    O ferro quente a que Fabiano faz referência é a seca;

D)    O soldado Amarelo é o único responsável pela situação de opressão em que vive Fabiano;

E)     Relembra o momento em que foi preso e usa a expressão isso o “como um novilho no mourão”


9.(L.P.T e Táticas) A zoomorfização e a antropomorfizarão estão presentes em vários trechos da obra Vidas Secas. No capítulo que tem como título Fabiano, em um momento da narrativa, ao pensar nas dificuldades que já havia vencido, esse personagem sente, ainda que por alguns segundos, orgulho de sua condição animalesca. O trecho que revela essa ideia é:


 A)    Montado, confundia-se com o cavalo, grudava-se a ele.

B)    Estava escondido no mato como tatu.

C)    Vivia preso como um novilho amarrado ao mourão, suportando ferro quente.

D)    Você é um bicho, Fabiano.

E)     Ele, a mulher e os filhos tinham se habituado a à camarinha escura, pareciam ratos.


 10.(L.P.T e Táticas)Leia o trecho abaixo da obra São Bernardo de Graciliano Ramos.

  “A culpa foi minha, ou antes, a culpa foi desta vida agreste, que me deu uma alma agreste. ”

Nesse trecho o adjetivo agreste qualifica não só a vida, mas também a alma de Paulo Honório. Considerando essa afirmação, faça comentários sobre como esse adjetivo revela não só as reflexões desse personagem sobre Madalena, mas seus próprios dramas psicológicos e toda a sua trajetória no enredo da obra.

 

 

 

 

 


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