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segunda-feira, 18 de abril de 2011

TESTE DE LÍNGUA PORTUGUESA

PROFESSORA: RONY FAIETH

1.    No texto a seguir predomina a conotação ou denotação? Justifique sua resposta usando fragmentos do texto.


Vai dar namoro
Do jeito que você me olha
Mai dar namoro
Pousou um avião no meu aeroporto
É como embarcação que chegou no meu porto
Distribuindo charme
E muita sedução
Tem jeito não
Tô gamadão
Que Deus me ajude
Ela é mais que linda ta me dando bola
Tá parecendo grude
Tá na minha cola
Tá bombeando amor esse meu coração...

2.   Observe a repetição no início dos três últimos versos. Nesse trecho encontra-se a figura chamada:
a.   Pleonasmo
b.   Anáfora
c.    Metáfora
d.   Metonímia
3.   Identifique as figuras de linguagem nos trechos a seguir:

a.  A chuva bateu na minha janela  
       Tão melancólica
             Tão fina.

R: prosopopeia

b.   Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal

R: pleonasmo e metáfora

c.    Ela se jogou da janela do quinto andar
Dorme agora
É só o vento lá fora

R: eufemismo- dorme agora( está morta)

d.  A juventude é corajosa e nem sempre conseqüente.
R: Mmetonímia- os jovens são corajosos

Leia com atenção o texto abaixo e responda as questões 4 a6 :
Soneto de Separação
De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto.

De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez-se o drama.

De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente

Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente.
Vinícius de Morais

4.  O soneto se faz de antíteses, ou seja, da figura de linguagem que consiste em apresentar idéias em oposição. Assinale a alternativa em que isto não ocorre:
a) ( ) paixão / pressentimento
b) ( ) momento imóvel / drama
c) ( ) triste / amante
d) ( ) amigo próximo / vida
e) ( ) calma / vento

5.. Identifique a figura existente no verso:

“Que dos olhos desfez a ultima chama.” metáfora

6.   Reescreva o trecho do poema formado por comparação.

 silencioso e branco como a bruma

7.  Você já aprendeu que aliteração é uma figura de linguagem construída a partir da repetição de um mesmo fonema consonantal ou sons consonantais semelhantes. Na 1a. estrofe, há aliteração? Em caso positivo, exemplifique.




8.     Produza um pequeno texto usando algumas figuras de linguagem que você estudou.






De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma

domingo, 3 de abril de 2011

PROVA SOBRE VARIAÇÕES LINGUÍSTICA E FIGURAS DE LINGUAGEM

1. Considere o texto abaixo:
“A variação é inerente às línguas, porque as sociedades são divididas em grupos: há os mais jovens e os mais velhos, os que habitam numa região ou outra, os que têm esta ou aquela profissão, os que são de uma ou outra classe social e assim por diante. O uso de determinada variedade lingüística serve marcar a inclusão num desses grupos, dá uma identidade para os seus membros. Aprendemos a distinguir a variação. Quando alguém começa a falar, sabemos se é de São Paulo, gaúcho, carioca ou português. Sabemos que certas expressões pertencem à fala dos mais jovens, que determinadas formas se usam em situação informal, mas não em ocasiões formais. Saber uma língua é ser “poliglota” em sua própria língua. Saber português não é só aprender regras que só existem numa língua artificial usada pela escola. As variações não são fáceis ou bonitas, erradas ou certas, deselegantes ou elegantes, são simplesmente diferentes. Como as línguas são variáveis, elas mudam.”
FIORIN, José Luiz. “Os Aldrovandos Cantagalos e o preconceito lingüístico”. In O direito à fala. A questão do preconceito lingüístico. Florianópolis. Editora Insular, pp. 27, 28, 2002.

Assinale a alternativa que apresenta idéia incompatível com o que se defende no texto do professor José Luiz Fiorin.
a) Todo o falante nativo de uma determinada língua tem competência lingüística, portanto a norma padrão seria uma dentre as variedades da língua.
b) Visto que qualquer língua é essencialmente heterogênea, cabe à escola enfatizar o conhecimento das regras, a fim de que os falantes desenvolvam a competência discursiva.
c) A língua sofre a influência do contexto em que o falante está inserido, dessa forma ensino da língua não preconceituoso pressupõe reconhecer o fato de que as diferentes formas de falar constituem variedades lingüísticas que não devem ser desprezadas.
d) A competência discursiva do aluno não pode ser medida pela variedade lingüística por ele empregada.
e) O falante “poliglota” revela sua competência lingüística uma vez que é capaz de distinguir diferentes variações em sua própria língua.
2. No trecho “quando alguém começa a falar, sabemos se é de São Paulo, gaúcho, carioca ou português” (l.5). O autor faz referência a um tipo de variação linguística que se encontra na alternativa:

a. sociocultural
b. histórica
c. geográfica
d. coloquial


3.Considere o texto abaixo:
“Os lingüistas sabem que não vale tudo, porque a língua, em todas as suas variantes, obedece a um conjunto de regras. Sabem, no entanto que esse conjunto de regras pode ser distinto de uma variante para a outra. Em segundo lugar, é preciso considerar que há formas lingüísticas que podem ser usadas em determinadas situações de comunicação e não em outras e que há regras que são observadas por todos os falantes de uma dada língua e outras que não são gerais. (...)
Usar uma variante inadequada cria uma imagem inadequada do falante. “
FIORIN, José Luiz. “Os Aldrovandos Cantagalos e o preconceito lingüístico.” In O direito à fala. A questão do preconceito lingüístico. Florianópolis. Editora Insular, pp. 35,36, 2002.

Com base no texto, levando em consideração a situação de interlocução, assinale a alternativa que apresenta inadequação quanto ao aspecto lingüístico.
a.Por gentileza, senhor, dirija-se a segunda sala. ( a secretária de uma empresa para um cliente)
b.A gente é também responsável pelo fracasso do aluno, se os governantes não faz o que eles merece, nós temo a obrigação de fazer. ( um professor em uma reunião de pais e mestres.)
C. -Lê, a comida está na geladeira, não deixa nada sujo garoto.
–tá bom, já ouvi.( diálogo entre irmãos)
d.KD vc?? Sumiu?
tô estudando.
tá bom. Xau,xau.( conversa de amigos no MSN)

4.(U. F. VIÇOSA) — Suponha um aluno se dirigindo a um colega de classe nestes termos: “Venho respeitosamente solicitar-lhe se digne emprestar-me o livro.” A atitude desse aluno se assemelha à atitude do indivíduo que:
a) comparece ao baile de gala trajando “smoking”.
b) vai à audiência com uma autoridade de “short” e camiseta.
c) vai à praia de terno e gravata.
d) põe terno e gravata para ir falar na Câmara dos Deputados.
e) vai ao Maracanã de chinelo e bermuda.
5. .Comente sobre a linguagem dos textos, se é conotativa ou denotativa, se são literários ou não literários.
a. Na região nordeste do Japão, devastada pelo terremoto e tsunami de 11 de março, 25 mil soldados japoneses e americanos entraram no terceiro dia de buscas de vítimas. Até o momento apenas 167 corpos foram recuperados.

b. Máquina breve
O pequeno vaga-lume
com sua verde lanterna,
que passava pela sombra
inquietando a flor e a treva
— meteoro da noite, humilde,
dos horizontes da relva;
o pequeno vaga-lume,
queimada a sua lanterna,
jaz carbonizado e triste
e qualquer brisa o carrega:
mortalha de exíguas franjas
que foi seu corpo de festa

6. (UEL-PR) – Está usada em sentido denotativo a palavra sublinhada em:
a Embriagava-se daquela paisagem de intensas cores e cheiros.

b)
O homem batendo com violência no animal, que se aproximava vagarosamente..
c) Era a brisa do amanhecer que lhe afagava no peito uma tênue esperança.
d) A menção à sua beleza e encantos próprios iluminou-se o sorriso.
e) A freada fez o pneu assobiar no asfalto, mas nada houve, além disso.
.7. (FUVEST–SP) – Na frase “(...) data da nossa independência política, e do meu primeiro cativeiro pessoal”, ocorre o mesmo recurso expressivo de natureza semântica que em:
a) Meu coração / não sei por quê / Bate feliz / quando te vê.
b) Há tanta vida lá fora / Aqui dentro, sempre / Como uma onda no mar.
c) Se lembra da fogueira, / Se lembra dos balões, Se lembra dos luares dos sertões?
d) Meu bem querer, / É segredo, é sagrado, / Está sacramentado / Em meu coração.
MAR PORTUGUÊS
Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!
8. Em relação aos versos acima, ocorrem, respectivamente, duas figuras de linguagem nomeadas:

a) Metáfora e onomatopéia.
b) Catacrese e ironia.
c) Anacoluto e antítese.
e) Pleonasmo e metáfora.
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