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domingo, 25 de dezembro de 2022

ARTIGO DE OPINIÃO - ATIVIDADE

 

A partir do artigo de opinião abaixo, estudaremos os seguintes elementos desse gênero:

Questão polêmica

Vozes presente no artigo de opinião

O esquema argumentativo: introdução, desenvolvimento, conclusão

Depois da leitura do artigo, leia com atenção os argumentos usados para a defesa da tese. Veja como eles foram organizados pelo articulista.

Os argumentos são elaborados a partir da contestação das posições do “senso comum” e dos “conservadores” em favor do voto facultativo.
Resumidamente, envolvem os seguintes passos: com base em informações históricas, o jornalista contesta a tese de seus opositores, de que o voto facultativo corrigiria distorções como o curral eleitoral (§1); e afirma que “sendo obrigatório ou facultativo, o voto pode se tornar mercadoria”. Portanto, a explicação para a existência dos currais eleitorais não pode ser a obrigatoriedade do voto: “A coerção que encurrala eleitores é de outra natureza e tem a ver com o peso do poder econômico” (§2).
Com base nessas ideias, Léo Lince desenvolve uma série de argumentos capazes de justificar sua defesa do voto obrigatório:
a) A “liberdade” de não comparecer às urnas é uma “falsa conquista, baseada em perigoso conceito de liberdade individual, que pode comprometer a realização do princípio republicano da soberania popular”.
b) O voto não é apenas um direito duramente conquistado, mas um dever que, não sendo cumprido, descaracteriza o direito de votar. A democracia não é apenas um meio, mas um fim em si mesma. “Para que o sufrágio continue universal, para que todo poder emane do povo e não dos donos do poder econômico, o voto, além de um direito, deve conservar a sua condição de um inarredável dever civil”.
c) A proposta do voto facultativo desloca o eixo da questão: “a consagração da alienação política como um direito legal interessa aos conservadores. Reduz o peso da soberania popular e desconstitui o sufrágio como universal”.
d) “Ganha com a mudança quem deseja o povo como ‘maioria silenciosa’, gigante adormecido, aglomerado de consumidores”. Assim, “a redução da universalidade do sufrágio se expressa como exclusão social e elemento efetivo de cristalização do poder nas mãos da ‘classe política’”.
e) “No quadro brasileiro atual, o voto facultativo é uma das faces (a mais simpática) da investida conservadora”. “Para o cidadão ativo, (…) a liberdade de não ir votar é [portanto] uma armadilha”.

EM DEFESA DO VOTO OBRIGATÓRIO

Léo Lince

Correio Cidadania

29/05/2015

Existe, no senso comum, um mal-estar em relação ao voto obrigatório. Toda obrigação incomoda. Este fato, indiscutível, favorece os defensores do voto facultativo, que ademais apresentam sua proposta como expressão da postura libertária e como fator de desmonte de algumas distorções que, de fato, existem em nosso sistema eleitoral.

O "curral eleitoral" e a compra de votos seriam distorções eliminadas pelas simples presença do voto facultativo. Falso. Na República Velha, o voto era facultativo e os currais proliferavam. O voto obrigatório foi implantado na década de 30 e os curais continuam a operar até hoje. Ou seja, sendo obrigatório ou facultativo, o voto pode se tornar mercadoria. A coerção que encurrala eleitores é de outra natureza e tem a ver com o peso do poder econômico. O quadro atual, marcado pelo desencanto com a política e pela descrença no voto como instrumento de mudança - elementos que favorecem a cristalização do poder de quem já está por cima - também joga água no moinho dos que defendem o voto facultativo.

Apresentado como uma vitória da liberdade, o voto facultativo se recobre com as feições sedutoras da rebeldia. Desobrigado de votar, o indivíduo ficaria mais “livre” ao deixar de “perder” aquele pedaço do dia em que, de dois em dois anos, comparece na sessão eleitoral. Falsa conquista, baseada em perigoso conceito de liberdade individual, que pode comprometer a realização do princípio republicano da soberania popular.

O voto, para os que defendem sua obrigatoriedade, além de um direito duramente conquistado, deve ser considerado um dever, sem o exercício do qual aquele direito se descaracteriza ou se perde.  A liberdade e a democracia não são meros meios, são fins cuja permanência depende da eterna vigilância e do trabalho continuado de seus defensores. Logo, quem vive numa comunidade política não pode estar desobrigado de opinar sobre os seus rumos.

Essa é uma ideia que vem de longe, dos tempos da Revolução Francesa, ancorada em formulação de Jean-Jacques Rousseau. Segundo ele, o cidadão só pode ser o soberano da política se ao mesmo tempo for "escravo" do processo que constitui a "vontade geral".  Ou seja, o poder político só emanará do povo se o povo participar da política. Nada contra a desobediência civil ou demais formas de protesto político que vão além do momento eleitoral. A insatisfação contestatória, aliás, também pode se expressar no voto nulo, cuja tecla deveria constar na máquina de votar.

O voto facultativo desloca o eixo da questão.  Com ele, o direito de votar e o de não votar ficam inscritos, em pé de igualdade, no corpo legal. Uma parte do eleitorado deixará voluntariamente de opinar sobre a constituição do poder político. O desinteresse pela política e a descrença no voto serão registrados como mera “escolha”, sequer como desobediência civil ou protesto. A consagração da alienação política como um direito legal interessa aos conservadores. Reduz o peso da soberania popular e desconstitui o sufrágio como universal.

Ganha com a mudança quem deseja o povo como “maioria silenciosa”, gigante adormecido, aglomerado de consumidores, nunca como titular soberano e organizado do poder político. Nos EUA, onde o voto é facultativo, a abstenção eleitoral é enorme e tende a se perpetuar, ao longo do tempo, nos mesmos grupos sociais e étnicos, especialmente entre os discriminados socialmente. A redução da universalidade do sufrágio se expressa como exclusão social e elemento efetivo de cristalização do poder nas mãos da “classe política”.

No quadro brasileiro atual, o voto facultativo é uma das faces (a mais simpática) da investida conservadora.  O "estado mínimo" da macroeconomia neoliberal demanda, para o seu bom funcionamento, a teoria da representação mínima. Encolher o tamanho do eleitorado com o voto facultativo; reduzir o número de partidos com a cláusula de barreira; eliminar parte dos votos válidos com o distrital-majoritário. Querem reduzir a participação política, eliminar partidos e esterilizar o voto da oposição contestadora.

Para o cidadão ativo, que além de votar se organiza para garantir os direitos civis, políticos e sociais, o enfoque deve ser inteiramente outro. A liberdade de não ir votar é uma armadilha. O tempo dedicado ao acompanhamento continuado da política não deve se apresentar como restritivo da liberdade individual. Pelo contrário. É compromisso livre com a democracia participativa, indispensável ao exercício pleno de todas as liberdades, inclusive as individuais. Para que o sufrágio continue universal, para que todo poder emane do povo e não dos donos do poder econômico, o voto, além de um direito, deve conservar a sua condição de um inarredável dever civil.

CORREIO,Cidadaniahttps://www.correiocidadania.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=10806:submanchete290515&catid=13:leo-lince&Itemid=87.

CONHECENDO A ESTRUTURA E CARACTERÍSTICAS DO GÊNERO “ARTIGO DE OPINIÃO.

1.                   A questão polêmica a que o artigo pretende responder é:

A.                 A liberdade de não ir votar é uma armadilha?

B.                 O voto obrigatório favorece o curral eleitoral?

C.                  Os brasileiros não sabem votar?

D.                 O voto deve ser obrigatório?

E.                 O voto obrigatório restringe a liberdade do indivíduo na sociedade?

 

2.                  A tese defendida pelo articulista do texto acima é:

A.                 “O voto, além de um direito, deve conservar a sua condição de um inarredável dever civil”.

B.                  Ganha com a mudança quem deseja o povo como “maioria silenciosa”.

C.                   O desinteresse pela política e a descrença no voto serão registrados como mera “escolha”.

D.                 “O voto facultativo se recobre com as feições sedutoras da rebeldia”.

E.                 “A liberdade de não ir votar é uma armadilha”.

3.                  Uma das características do artigo de opinião é apresentar vozes contrárias à tese do articulista. Identifique partes do texto em que isso ocorre.

 

4. Há uma opinião do autor em:

A.                 Essa é uma ideia que vem de longe, dos tempos da Revolução Francesa, ancorada em formulação de Jean-Jacques Rousseau.

B.                 O voto, além de um direito, deve conservar a sua condição de um inarredável dever civil.

C.                  Na República Velha, o voto era facultativo e os currais proliferavam.

D.                 Nos EUA, onde o voto é facultativo, a abstenção eleitoral é enorme.

E.                 O voto obrigatório foi implantado na década de 30.

 “O quadro atual, marcado pelo desencanto com a política e pela descrença no voto como instrumento de mudança - elementos que favorecem a cristalização do poder de quem já está por cima - também joga água no moinho dos que defendem o voto facultativo. ”

5. (  L P.Truques e Táticas)O último período do trecho acima traz uma característica do artigo de opinião usada pelo articulista como estratégia para fortalecer a sua argumentação. Trata-se da

A. Voz do opositor 

B. Ênfase da questão polêmica

C. Apresentação de provas

D. Tese defendida 

E. Exemplos como estratégia argumentativa 

6.( L P. Truques e Táticas)”também joga água no moinho dos que defendem o voto facultativo.” Considerando o sentido da expressão em destaque, percebe-se que a sua função é 

A. fortalecer a não obrigatoriedade do voto, ideia defendida pelo articulista 

B. Fortalecer o voto facultativo, ideia com a qual o articulista não concorda .

c. Exemplificar pontos positivos do voto facultativo 

D. Enfatizar a não obrigatoriedade do voto como liberdade de cada indivíduo. 

E. Mostrar um posicionamento que vai ao encontro da tese defendida no artigo.

7(LP.Truques e Táticas).Para que o sufrágio continue universal, para que todo poder emane do povo e não dos donos do poder econômico, o voto, além de um direito, deve conservar a sua condição de um inarredável dever civil.

O primeiro e segundo período do fragmento acima indicam circunstância de

A.                 Causa

B.                 Consequência 

C.                  Finalidade

D.                 Conformidade

E.                 Proporcionalidade 

8. Caso você fosse contrário a tese do articulista, qual seria o seu principal argumento para contestá-la.

terça-feira, 13 de dezembro de 2022

QUESTÕES - O CORTIÇO E O BOM-CRIOULO

 


1.(L.P.Truques e Táticas) Na obra O Cortiço de Aluísio Azevedo, os moradores ocupam esse espaço de ambientação coletiva. São trabalhadores da pedreira, mascates, lavadeiras, gente de toda espécie, reunidas em grupos, em barracos amontoados. Alguns se destacam em maior ou menor importância no enredo desse romance.

 

Sobre o perfil dos personagens que compõem a obra O Cortiço é INCORRETO o que se afirma em 

(A)   João Romão é o personagem que apresenta como características principais, a ambição que beira a loucura e a exploração social do próximo; 

(B)   Bertoleza é um personagem fundamental no projeto ambicioso de João Romão, deixando-se escravizar por ele; 

(C)   Jerônimo, embora viva em um cortiço, não se deixa influenciar pelo meio; 

(D)  Pombinha é um exemplo para os moradores do cortiço, no entanto é corrompida pelo meio em que vive; 

(E)   Rita Baiana é a personagem envolvente, sedutora que mostra controle sobre os homens.

 

1.    (L.P.Truques e Táticas) Sabendo que O cortiço é considerado personagem da obra como se observa no fragmento abaixo, qual figura de linguagem foi utilizada para mostrar esse espaço de ambientação coletiva como um ser vivo?

 “Eram cinco horas da manhã e o cortiço acordava, abrindo, não os olhos, mas a sua infinidade de portas e janelas alinhadas.

    Um acordar alegre e farto de quem dormiu de uma assentada, sete horas de chumbo. Como que se sentiam ainda na indolência de neblina as derradeiras notas da última guitarra da noite antecedente, dissolvendo-se à luz loura e tenra da aurora, que nem um suspiro de saudade perdido em terra alheia.”

(A) Metáfora

(B) Antítese

(C) Metonímia

(D) Hipérbole

(E) Prosopopeia

 

3(L.P.Truques e Táticas) Leia o trecho abaixo da obra O cortiço de Aluísio Azevedo.

 

“Bertoleza também trabalhava forte; a sua quitanda era a mais bem afreguesada do bairro. De manhã vende angu, e, à noite, peixe frito e iscas de fígado; pagava de jornal a seu dono vinte mil réis por mês, e, apesar disso, tinha de parte quase que o necessário para a alforria. Um dia, porém, o seu homem, depois de correr meia légua, puxando uma carga superior às suas forças, caiu morto na rua, ao lado da carroça, estrompado como uma besta. ”

Nesse trecho, destaca-se uma das características do Naturalismo. Aponte-a:

(A)                      análise psicológica das personagens

(B)                      a zoomorfização como consequência da degradação das personagens

(C)                      a dominação do homem sobre o homem

(D)                     a descrição minuciosa do espaço

(E)                      a descrição subjetiva das personagens

4.(L.P.Truques e Táticas) O romance naturalista, “O Cortiço”, do escritor maranhense Aluísio Azevedo foi publicado em 1890. A obra retrata as relações cotidianas que se estabeleciam no Rio de Janeiro no final do século XIX.

Sobre esse romance é correto afirmar que

(A) o racismo está presente na obra, mas não tem relevância para o enredo.

(B) trata-se de um romance de tese em que a raça, o meio e o momento exercem grande influência sobre as personagens.

(C) mostra o cotidiano de uma classe que, embora viva em uma moradia coletiva, consegue vencer a influência do meio.

(D) mostra a força e o poder das mulheres sobre os homens, seres frágeis e manipuláveis.

(E) a animalização ocorre em grande parte do enredo, mas apenas com personagens masculinas.

 

5. (L.P.Truques e Táticas) Em O Bom - Crioulo, de Adolfo Caminha,  Amaro habita  dois espaços , um do mar, outro da terra. 

Sobre esses espaços é  correto afirmar que 

I.                   enquanto no mar sofre castigos dentro do navio, na terra tem um espaço acolhedor 

II.                ambos mostram a promiscuidade e a degradação humana.  O que é bem característico do Naturalismo.

III.              os castigos sofridos no  mar mostram os sofrimentos do negro em uma sociedade racista. 

IV.               Os espaços não exercem influência sobre o comportamento das personagens.

Está correto o que se afirma em

(A) I e II

(B) I,II e IV

(C) II e III

(D)II e IV

(E) II,III, IV

6. (L.P.Truques e Táticas) Considere os enunciados abaixo sobre o romance O Bom -Crioulo de Adolfo Caminha.

I.  O relacionamento entre Amaro e Aleixo segue os padrões do Romantismo. O que faz com que a obra não seja inteiramente naturalista.

II. Aborda o tema da homossexualidade através de  dois marinheiros: Aleixo e Amaro 

III. O triângulo amoroso  é vivido por dois homens e uma mulher. O que torna ainda o romance mais polêmico para a época 

IV.O desfecho do romance por ser trágico, não condiz com a estética naturalista, que trata os dramas humanos com suavidade.

V. A obra além de tratar de temas polêmicos, faz uma denúncia sobre os castigos físicos sofridos por marinheiros dentro dos navios.

Está correto o que se afirma em

(A) I e II

(B) I e V

(C) II e IV

(D)I, II e III

(E) II,III e V

7. (L.P.Truques e Táticas) Considerando as características do Naturalismo, estabeleça comparações entre as obras O cortiço de Aluísio Azevedo e  O Bom-Crioulo de Adolfo Caminha.

 

 

 

 


8.(L.P.Truques e Táticas)Leia o fragmento abaixo da obra O cortiço de Aluísio Azevedo

“O Miranda, de calças de brim, chapéu alto e sobrecasaca preta, passou lá fora, em caminho para o armazém, acompanhado pelo Henrique que ia para as aulas. O Alexandre, que estivera de serviço essa madrugada, entrou solene, atravessou o pátio, sem falar a ninguém, nem mesmo à mulher, e recolheu-se à casa, para dormir.’

No trecho acima a palavra em destaque é um pronome demonstrativo. Sobre o uso desse pronome podemos concluir que

(A)      faz referência a algo já citado. Trata-se, portanto, de uma referência anafórica.

(B)      o narrador se refere à madrugada presente. Nesse sentido, o pronome foi usado para fazer uma referência temporal

(C)      O pronome foi usado para projetar uma nova informação no trecho.

(D)     A forma essa pode ser substituída por aquela sem prejuízo ao sentido original do texto

(E)      o pronome foi usado pra fazer uma referência temporal. Trata-se de um passado recente.

9.(L.P.Truques e Táticas)Observe o termo em destaque

“João Romão foi, dos treze aos vinte e cinco anos, empregado de um vendeiro que enriqueceu entre as quatro paredes de uma suja e obscura taverna nos refolhos do bairro do Botafogo; e tanto economizou do pouco que ganhara nessa dúzia de anos, que, ao retirar-se o patrão para a terra, lhe deixou, em pagamento de ordenados vencidos, nem só a venda com o que estava dentro, como ainda um conto e quinhentos em dinheiro.”

Sobre o uso do pronome em destaque no fragmento acima, é correto afirmar que

(A) a forma exigida pela língua padrão seria “nesta dúzia de anos”.

(B) a forma exigida pela língua padrão seria “naquela dúzia de anos”.

(C) o pronome não retoma informações, apenas projeta.

(D)faz uma referência à informação já citada no primeiro período do fragmento.

(E) O pronome faz referência a tempo presente.

 


quarta-feira, 7 de dezembro de 2022

VOCÊ SABE A DIFERENÇA ENTRE PARADOXO E ANTÍTESE? VEJA EXEMPLOS NO VÍDEO ABAIXO!


 

ATIVIDADE TEXTO DISSERTATIVO-ARGUMENTATIVO

 

TEMA DO ENEM 2020: O estigma associado às doenças mentais na sociedade brasileira”     

Aline Soares Alves, de João Pessoa/PB

          O filme O Coringa retrata a história de um homem que possui uma doença mental e, por não possuir atendimento psiquiátrico adequado, ocorre o agravamento do seu quadro clínico. Com essa abordagem, a obra revela a importância da saúde psicológica para um bom convívio social. Hodiernamente, fora da ficção, muitos brasileiros enfrentam situação semelhante, o que colabora para a piora da saúde populacional e para a persistência do estigma relacionado à doença psicológica. Dessa forma, por causa da negligência estatal, além da desinformação populacional, essas consequências se agravam na sociedade brasileira.

         Em primeiro lugar, a negligência do Estado, a escassez de projetos estatais que visem a assistência psiquiátrica na sociedade contribui para a precariedade desse setor e para a continuidade desse estigma envolvendo essa temática. Dessa maneira, parte da população deixa de possuir tratamento adequado, o que resulta na piora de sua saúde mental e na sua exclusão social. No entanto, apesar da Constituição Federal de 1988 determinar como direito fundamental do cidadão brasileiro e acesso à saúde de qualidade, essa lei não é concretizada, pois não há investimentos estatais suficientes nessa área. Diante dos fatos apresentados, é imprescindível uma ação do Estado para mudar sua realidade.

          Nota-se, outrossim, que a desinformação na sociedade é outra problemática em relação ao estigma dos distúrbios mentais. Nesse aspecto, devido à escassez de divulgação de informações nas redes sociais sobre a importância da identificação e do tratamento das doenças psicológicas, há a relativização desses quadros clínicos na sociedade. Desse modo, como é retratado no filme "O Lado Bom da Vida", o qual mostra a dificuldade de inclusão de pessoas com doenças mentais na sociedade, parte da população brasileira enfrenta esse desafio. Com efeito, essa parcela da sociedade fica à margem do convívio social, tendo em vista a prevalência do desrespeito e do preconceito na população. Nesse cenário, faz-se necessária uma mudança de postura das redes midiáticas.

              Portanto, vistos os desafios que contribuem para o estigma associado aos transtornos mentais, é mister uma atuação governamental para combatê-los. Diante disso, o Ministério de Saúde deve intensificar a criação de atendimentos psiquiátricos públicos, com o objetivo de melhorar a saúde mental da população e garantir o seu direito. Para tal, é necessário um direcionamento de verbas para a contratação dos profissionais responsáveis pelo projeto, a fim de proporcionar uma assistência de qualidade para a sociedade. Além disso, o Ministério das Comunicações deve divulgar informações nas redes midiáticas sobre a importância do respeito às pessoas com doenças psicológicas e da identificação precoce desses quadros. Mediante a essas ações concretas, a realidade do filme O Coringa tão somente figurará nas telas dos cinemas.

 

https://vestibular.brasilescola.uol.com.br/enem/leia-redacoes-nota-mil-no-enem-2020/350135.html#:~:text=O%20Filme%20O%20Coringa%20retrata,para%20um%20bom%20conv%C3%ADvio%20social.

 

 

1.     (L.P.Truques e Táticas) O primeiro período do texto é construído por uma relação de causa e consequência. Observe a transcrição abaixo.

 

          O filme O Coringa retrata a história de um homem que possui uma doença mental e, por não possuir atendimento psiquiátrico adequado, ocorre o agravamento do seu quadro clínico.

Destaque a alternativa onde esse período foi reescrito mantendo essa relação.

(A)  O filme O Coringa retrata a história de um homem que além de possuir uma doença mental, não possui atendimento psiquiátrico adequado, pois ocorre o agravamento do seu quadro clínico.

(B) O filme O Coringa retrata a história de um homem que possui uma doença mental, não possui atendimento psiquiátrico adequado, além disso, ocorre o agravamento do seu quadro clínico.

(C) O filme O Coringa retrata a história de um homem que possui uma doença mental e, como não possui atendimento psiquiátrico adequado, ocorre o agravamento do seu quadro clínico.

(D) O filme O Coringa retrata a história de um homem que possui uma doença mental de forma grave. No entanto, não possui atendimento psiquiátrico adequado.

(E) O filme O Coringa retrata a história de um homem que embora tenha uma doença mental grave, não possui atendimento psiquiátrico adequado.

2. (L.P.Truques e Táticas) Leia o trecho abaixo.

Hodiernamente, fora da ficção, muitos brasileiros enfrentam situação semelhante, o que colabora para a piora da saúde populacional e para a persistência do estigma relacionado à doença psicológica. As orações em destaque exercem, em relação às outras do período, valor semântico de

(A) Explicação

(B) Causa

(C) Consequência

(D) Oposição

(E) Finalidade

3. (L.P.Truques e Táticas) Veja como o tópico frasal foi apresentado no primeiro parágrafo de desenvolvimento.

     Em primeiro lugar, a negligência do Estado, a escassez de projetos estatais que visem a assistência psiquiátrica na sociedade contribui para a precariedade desse setor e para a continuidade desse estigma envolvendo essa temática

A)  Quais argumentos o autor do texto utilizou para desenvolver esse tópico frasal nos outros períodos desse parágrafo?

B)  “Diante dos fatos apresentados” usado no final desse parágrafo tem valor conclusivo. Que elemento de conclusão você usaria para fechar esse parágrafo?

4. (L.P.Truques e Táticas) Leia o período a seguir.

   No entanto, apesar da Constituição Federal de 1988 determinar como direito fundamental do cidadão brasileiro e acesso à saúde de qualidade, essa lei não é concretizada, pois não há investimentos estatais suficientes nessa área

Esse período em relação ao anterior mostra ideia de

(A) Adição

(B) Oposição

(C) Explicação

(D) Conclusão

(E) Consequência

5. (L.P.Truques e Táticas) O elemento de coesão que inicia esse período (no entanto) poderia ser substituído sem prejuízo de sentido por

      (A) logo

      (B) entretanto

      (C) pois

      (D) portanto

      (E) embora

6. (L.P.Truques e Táticas) Na conclusão do texto é apresentada a proposta de intervenção.

ü  Quais agentes são citados?

ü  Quais ações o autor do texto elenca como necessárias para a intervenção do problema apresentado no texto?

ü  Quais as finalidades de tais ações?

 

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